terça-feira, 15 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
Não precisa ter corpo de bailarina para fazer balé.
Precisa ter alma de bailarina!
Essa alma vai levar o seu corpo à forma que ela precisa para se expressar.
Olá! Meu nome é Christine White e, quando fiz 50 anos, decidi me tornar bailarina. No início, tinha vergonha de assumir esse desejo até para mim mesma mas, sonho que resiste a 50 anos de outras tentativas tem, em si, um forte potencial para se tornar realidade. É assim que, desde o dia 25 de janeiro de 2012, comecei a me preparar para não só conseguir, mas provar, publicamente, que é possível, sim, chegar a um nível de excelência até em atividades tão aparentemente complexas, como o balé – e em qualquer idade.
Tudo começou quando me deparei com uma foto em que eu tinha 13 anos. Uma coleguinha da escola, que estudava balé no Teatro Municipal de São Paulo, precisou de alguém, que fizesse o papel masculino na festa de fim de ano. Ela me ensinou o que dava, em dois meses, e lá fui eu. Fui e deixei uma parte de mim lá, parada, esperando a chance de dar o passo seguinte, o que só aconteceu 37 anos depois, em 2012. Quando vi a foto dos 13 anos, percebi, ano passado, num acesso de choro, que eu tinha ficado ali durante anos e, em mim, algo ainda esperava a chance de se manifestar: a minha intacta alma de bailarina.
Pensei comigo: é urgente ser feliz. E há um ano e oito meses, venho tentando reinventar o aprendizado de balé, buscando soluções novas para velhas dificuldades. E por falar em dificuldade, preciso dizer, desde já, que não acredito em dificuldade para aprender, acredito em dificuldade para ensinar. E que quando você começa aos 50, o que normalmente se começa aos 5 anos, você pode não dispor dos músculos com o vigor que eles já tiveram um dia, mas há algo em você que ajuda de uma forma inesperadamente decisiva: a experiência de vida.
É com a força da inteligência que podemos compensar o que nos falta em força física. A todo momento penso em como contornar as dificuldades de alcançar determinado resultado no balé, buscando uma solução NOVA para chegar a posições antigas.
O balé existe há 600 anos? Em mais de meio milênio, tanto progresso já foi alcançado pela humanidade… Desde a mais moderna tecnologia médica — como o PRP que regenerou a cartilagem do meu joelho, logo de saída (como vou contar aqui ao longo da nossa convivência), até os recentes recursos da neurociência, que têm me ajudado imensamente a superar, com a mente, algumas dificuldades do treino. E isso, sem falar nas técnicas de autoconhecimento corporal, que ajudam imensamente a evitar a dor, e foram sendo descobertas ao longo dos últimos séculos, como a Técnica de Alexander e o Pilates.
Vou dividir com você, a partir de agora, todas as soluções que tenho conseguido. E vou contar como venho tirando proveito de tudo o que poderia ser considerado como desvantagem. Até da minha baixíssima tolerância a dor, que me levou a buscar – e estou encontrando – na Técnica de Alexander, um meio de subir na tão temida sapatilha de ponta, sem violentar o meu corpo. Mas Técnica de Alexander e sapatilha de ponta, o que uma coisa tem a ver com a outra????? Vou te dizer.
Fonte :http://lojaanabotafogo.com.br/
Essa alma vai levar o seu corpo à forma que ela precisa para se expressar.
Olá! Meu nome é Christine White e, quando fiz 50 anos, decidi me tornar bailarina. No início, tinha vergonha de assumir esse desejo até para mim mesma mas, sonho que resiste a 50 anos de outras tentativas tem, em si, um forte potencial para se tornar realidade. É assim que, desde o dia 25 de janeiro de 2012, comecei a me preparar para não só conseguir, mas provar, publicamente, que é possível, sim, chegar a um nível de excelência até em atividades tão aparentemente complexas, como o balé – e em qualquer idade.
Tudo começou quando me deparei com uma foto em que eu tinha 13 anos. Uma coleguinha da escola, que estudava balé no Teatro Municipal de São Paulo, precisou de alguém, que fizesse o papel masculino na festa de fim de ano. Ela me ensinou o que dava, em dois meses, e lá fui eu. Fui e deixei uma parte de mim lá, parada, esperando a chance de dar o passo seguinte, o que só aconteceu 37 anos depois, em 2012. Quando vi a foto dos 13 anos, percebi, ano passado, num acesso de choro, que eu tinha ficado ali durante anos e, em mim, algo ainda esperava a chance de se manifestar: a minha intacta alma de bailarina.
Pensei comigo: é urgente ser feliz. E há um ano e oito meses, venho tentando reinventar o aprendizado de balé, buscando soluções novas para velhas dificuldades. E por falar em dificuldade, preciso dizer, desde já, que não acredito em dificuldade para aprender, acredito em dificuldade para ensinar. E que quando você começa aos 50, o que normalmente se começa aos 5 anos, você pode não dispor dos músculos com o vigor que eles já tiveram um dia, mas há algo em você que ajuda de uma forma inesperadamente decisiva: a experiência de vida.
É com a força da inteligência que podemos compensar o que nos falta em força física. A todo momento penso em como contornar as dificuldades de alcançar determinado resultado no balé, buscando uma solução NOVA para chegar a posições antigas.
O balé existe há 600 anos? Em mais de meio milênio, tanto progresso já foi alcançado pela humanidade… Desde a mais moderna tecnologia médica — como o PRP que regenerou a cartilagem do meu joelho, logo de saída (como vou contar aqui ao longo da nossa convivência), até os recentes recursos da neurociência, que têm me ajudado imensamente a superar, com a mente, algumas dificuldades do treino. E isso, sem falar nas técnicas de autoconhecimento corporal, que ajudam imensamente a evitar a dor, e foram sendo descobertas ao longo dos últimos séculos, como a Técnica de Alexander e o Pilates.
Vou dividir com você, a partir de agora, todas as soluções que tenho conseguido. E vou contar como venho tirando proveito de tudo o que poderia ser considerado como desvantagem. Até da minha baixíssima tolerância a dor, que me levou a buscar – e estou encontrando – na Técnica de Alexander, um meio de subir na tão temida sapatilha de ponta, sem violentar o meu corpo. Mas Técnica de Alexander e sapatilha de ponta, o que uma coisa tem a ver com a outra????? Vou te dizer.
Fonte :http://lojaanabotafogo.com.br/
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O enacanto de Giselle !
Todos deveriam aprender ao ver o ballet de repertório
"Giselle". Mas não aprender sobre a técnica do ballet
clássico, e sim a amar de forma ingênua. A diferença de 1840
para 2013 nota-se não apenas no vestuário, mas também na
forma de extrair prazer nas coisas simples, ao dançar, ao
amar, amar alguém que não esteja vestido como príncipe,
mas que você o veja como príncipe.
A vontade que ela tinha de bailar era maior que o medo de
morrer, por conta da sua fraqueza no coração. Na verdade
todos nós temos o coração frágil, porque morrer por "dentro"
ao se deparar diante de uma mentira é tão doloroso quanto
morrer por fora. A cena da loucura representa nada menos do
que diversas pessoas apaixonadas que enlouquecem depois
de acordarem de um sonho; de receber um adeus por sms; de
ver a pessoa indo embora pela janela de um ônibus; de sentir
o cheio dela no travesseiro e lembrar-se de quando sentia o
mesmo cheiro na pele desta; de o "Te amo" se transformar
em "oi"; de perceber que não vive mais um conto de fadas.
Giselle representa uma garota simples, mas de sentimentos
tão nobres, de olhares tão esperançosos... Está ai outra
grande diferença, ninguém mais olha para o futuro com olhar
de esperança; muito menos para o presente. Ninguém mais
acredita que se pode ser feliz, e insistem em ao terminar um
relacionamento, falar "Não deu certo". Sendo que se a pessoa
arrancou um sorriso de você por vários os dias já deu certo. A
eternidade não é sinônima de felicidade.
Giselle prefere não acreditar em lendas, em pessoas; ela
prefere acreditar no que vê, não no que não existe; prefere
viver a sua realidade. Fica deslumbrante ao receber um colar
de valor da Batilde, mas não percebe que este brilha menos
que o seu olhar; tem menos valor que seus sentimentos. O
problema é que ela não olha para dentro de si; prefere reparar
que veste um vestido humilde. Mas é só uma garota, nem teve
tempo de aprender sobre a vida, nem teve tempo de aprender
sobre o amor... Por mais que ela vivesse por anos ela não
aprenderia, porque amor não se aprende, se vive. E se fosse
verdadeiro ele viveria eternamente. E por mais que o seu
sorriso fosse substutuído por lágrimas, ela não deixaria que
acontecesse o mesmo com o Albrecht. Ela poderia não ter
aprendido, mas teria muito a ensinar para quem assiste.
Ballet é uma arte que além de te ensinar a dançar, te ensina a
ter outros olhares sobre a vida através dos ballets de
repertório. Destacam-se aqueles bailarinos que não se atém
apenas ao "en dehors", mas que extraem as lições que a
dança oferece para ter uma vida melhor fora da sala de aula.
Giselle é meu ballet favorito por ser bonito por diversos
aspectos, e por a sua história ser atual. Todo mundo tem uma
"Giselle" dentro de si e que acredita em "bem me quer, mal
me quer", por mais que se considere moderno..
Por Lucas Splint
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
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